quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Se criaram um monstro ou uma fada não sei.
Ela vai querer as frutas mais fortes.
Os destilados mais ardentes
as flores mais sombrias.
Se foce um monstro diria que ela seria um vampiro sanguinário
se foce uma fada seria a sininho.

Os olhos mudaram de cor e direção. Não mais disposta a esperar ela vai caminhando.
Entre palavras de musicas se perdendo e se achando.

Onde ela quer chegar, talvez a lugar algum, talvez ela queira apenas se achar em um mundo que ela não sabia que tinha.

Parecidas, talvez iguais, mas bater de frente não e a solução, a solução é cada um saber o seu lugar.
E caminha....
Por mais que a caminhada seja dura, por mais que em alguma parte da estrada não exista nada para se ver a não ser arvores sem folhas, flores sem pétalas, por mais que não tenham estrelas para te guiar....

Não importa, um dia o sol voltará a brilhar, as flores vão florir, as arvores vão estar repletas de folhar e passarinhos,que faram de seus galhos uma morada e das folhas seu teto.
E ao anoitecer, você terá,mais que só uma estrela pra te guiar menina, você terá a lua, pode perguntar a ela o que quiser, ela vai saber te dizer qual o caminho a seguir...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



Estou presa naquilo que foi o meu passado.
Presas nas memórias trazidas pelo sussurro do vento.


Estou presa na escuridão do passado. Nesta sala fria, mas acolhedora, ouço vozes, risos… ouço tudo aquilo que me dá conforto e calor.
Mas nada vejo. Desespero. Pânico. É o que sinto quando penso no passado que não voltará.
Naquilo que foi e que eu gostava que voltasse.
Tudo aquilo que fez parte dele está presente em mim. A felicidade, a tristeza, a dor, o amor, a raiva, o ódio, a vontade de ficar e de fugir.


Vejo. Agora vejo tudo passando por mim como uma corrente marítima trazendo todas as memórias para junto de mim.
 Vejo aquilo que fez parte de mim, mas que de facto ainda faz.


Sinto. Agora sinto amor, compaixão, amizade e saudade.
Sinto tudo aquilo que me dá amor e segurança… Mas… De repente ficou tudo escuro outra vez.


E os meus flashbacks acabaram. Parei de ouvir. Parei de ver. Parei de sentir.
Tudo passara por mim como uma rajada de vento.


E em vez de estar numa sala, estou numa jaula desconfortável, em uma janela da qual não posso pular sentindo o pânico instalar-se.
Sentido o descontrolo a afirmar-se.


Não sei o que fazer.
Esta jaula não me deixa fugir, mal me deixa respirar.
Estou presa dentro de mim.
Estou presa no passado.
Estou presa numa jaula do passado.


E não sei quando é que vou voltar a sair.
É como se fosse uma bolha que não rebentasse. Mas sei que agora, tenho de deixar o passado partir.
Deixando as memórias comigo.
Mas eu tenho que seguir....
Deixar o passado na caixinha de memorias e partir, navegar em outros mares e prensar só em como tudo vai ser daqui para frente....

sábado, 3 de dezembro de 2011




Como arquiteto de ilusões,
Rabisco tua presença

Em todo canto,
Em cada cômoda.
Abandonados,
Largados de meu desencanto.

Em cada obra de meu infortúnio
Minha vontade se dissipa
Dissimulada,
Rebate meus pensamentos mais egocêntricos.

Em cada gota de tinta, um perfume exalado
Vermelho sangue.
Que derramo sobre minha cama
Para lembrar-me de você.

Onde desenho meus projetos.
Meus planos para nós dois.
A cada tijolo de nossa obra,
A nitidez se faz pra mim.

(...)

E então, a imagem se desfaz, sonolenta,
Lerda, me trazendo de volta
A esta prancheta.
Minha realidade, a planta.
Meu lápis e meu papel.

Carpe Diem!!!